segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Pareço Moderno (eu sei... rsrsrsrs)
vivo cheio de manias
tenho uma certa ...
pré-dislexia
Às vezes eu surto mesmo
mudo de assuntos
sumo e não assumo
a minha lucidez
Pareço moderno a te procurar
Caio na balada, admito
Alimento meu espírito
com litros de café
e saio pra dançar
Sempre quando acordo cedo
crio uma canção maluca
ligada ao sonho e homenagem a Tua
Pareço modernoa te procurar
Toda vez que eu a encontro
perco o chão, fico sem jeito
quero trucida-la
a esmo
e não partirei enquanto não conseguir meu feito
Sei que pego mal contigo
minha nóia eu não escondo
Sérgio Sampaio vai chegar pra lhe dizer
que eu, que eu, que eu
Pareço moderno,
pareço Roberto
a te procurar
(Cérebro Eletrônico)
sábado, 29 de novembro de 2008
Ouça um bom conselho
terça-feira, 13 de maio de 2008
Na noite passada sonhei que alguém me amava...
Quando acordei entendi que ela estará sempre comigo, mesmo que nós nunca consigamos nos compreender tão simplesmente, mesmo que nossa relação seja sempre um mar turvo e complicado. Ela sempre existirá em minha vida, ela sempre me fará perceber que as amigas são uma entidade muito além de qualquer imaginação. Ela sempre aparecerá em sonhos para me dizer que essa palavra que humano alimenta, o amor, não passa de uma invenção, e que o único sentimento perfeito e, necessariamente incompreensível, é a amizade.
quinta-feira, 24 de abril de 2008
O Frio e seus Encantos
Viver é diluir-se, Leila sabia muito bem disso. Sabia que é preciso se dissolver no inesperado, ela sabia que só no desconhecido poderia encontrar, surpreendida, o que deseja. Ela que não sabe o que deseja, só por aquilo que não anseia corre o risco de se encontrar. Ela é como alguém que na procura de vida só procura pessoas. Seus prazeres são compartilhados, sua felicidade só pode ser se for com mais alguém.
Depois de seu rituoso preparo, olhou-se no espelho e deixou-se seduzir por completo pelo frio e saiu de sua aquecida casa com o tom mais vivo de vermelho que possuía nos lábios. Caminhando cambaleante no salto - já havia esquecido como era caminhar em cima daqueles finos saltos - ela foi ao encontro do rapaz que lhe chamara para beber vinho. Conhecera-lhe poucos dias antes e não entendia direito ainda se estava saindo de casa pelo convite do rapaz ou pela sedenta vontade de sentar-se ao sereno da noite na calçada de um bar, sonhando estar em uma calçada de Paris. As calçadas sim eram algo que seguramente lhe agradavam.
O ônibus em que Leila estava parou para recolher passageiros no ponto que se localizava em frente a uma loja de acessórios. Leila prestou atenção para a ostensiva tela que ficava no lugar de maior destaque da loja. Era a imagem de uma mulher pintada e adornada com pomposos acessórios, idênticos aos que estavam expostos na vitrine, que cobria uma parede inteira. Olhando para a pintura Leila reparou que no fundo da loja, sentada atrás de uma solitária mesa, estava a mesma mulher, tão menor que a da pintura pendurada na parede de destaque, com um altivo e ao mesmo tempo perdido olhar. Dispôs-se então, como que para passar o tempo, a tentar entender o que uma mulher que expõe tão soberbamente sua própria pintura estaria sentindo. Seria a amargura que ao brotar em seu intimo a estava envelhecendo? O destino era personagem constante na mente de Leila, ela não cansava de pensar e imaginar como a sucessão dos fatos pode ser surpreendente. Imaginar os pensamentos das pessoas lhe fazia bem, assim ela vivia.
(continua...)